Home-office veio para ficar, mas vai ficar para quem pode
Se, até o ano passado, o home office era realidade apenas para poucos perfis profissionais, em 2020 a situação mudou. A pandemia do coronavírus forçou muitos segmentos a se adaptarem rapidamente. 
Mas entre erros e acertos, o teletrabalho parece ter chegado para ficar. A escola de negócios Fundação Dom Cabral, por exemplo, aponta em um estudo com 400 empresas que mais da metade delas conseguiram implementar uma lógica completa de home office nos três primeiros meses de isolamento social. Não é pouca coisa. 
E 70% das empresas participantes gostariam de manter prática de home office. Por isso, vale a pena pensar nas novas formas de trabalhar e gerir uma equipe, ou uma empresa. Mas é claro que nem todas as funções podem ser desempenhadas longe do ambiente de trabalho. 
Lembre-se: se esse é um território novo, você não precisa aplicar grandes mudanças da noite para o dia.
Back office
Vamos aplicar isso ao nosso ramo de tintas e materiais para construção. Você precisará de equipe para gerenciar o estoque e atender os clientes que chegam à loja. No entanto, funções administrativas e voltadas ao gerenciamento de comércio eletrônico podem ser efetuadas a distância. É o famoso back office, ou, no melhor português, o “escritório de trás”, aquele que não tem contato direto com a clientela. 
Rodízio de equipe
Por outro lado, as vantagens podem se refletir para toda companhia. Uma alternativa é experimentar um rodízio na equipe, fazendo com que todos possam ter a chance de adotar o home-office pelo menos um dia por semana. De quebra, todos obtêm conhecimento de todas as áreas da loja. 
Organização
As chaves para o teletrabalho funcionar são: ferramentas para gestão e comunicação da equipe, infraestrutura e organização pessoal. Alguns serviços online auxiliam no controle das atividades. A plataforma Trello, por exemplo, ajuda todos os membros de um time a se manterem atualizados. Outra opção é o Asana. Ambos têm versões com acesso gratuito. 
Satisfação dos funcionários
Para o lojista, a economia com transporte e o ganho em qualidade de vida para os colaboradores têm impacto positivo também. Basta pensar que na cidade de São Paulo, por exemplo, a média de tempo os habitantes passam dentro do transporte público é de um mês e meio ao longo de um ano. 
Não à toa, os resultados preliminares da pesquisa da Dom Cabral apontavam que pelo menos um terço dos funcionários daquelas 400 empresas do começo do texto relatam produzir mais em home-office, outro terço tem produtividade igual. E a outra parcela relatou ainda não ter certeza do rendimento. É um cenário novo para todos. 
A certeza é que, em um momento posterior à pandemia, a lógica do trabalho provavelmente mudará para algo mais flexível. É claro que, para quem trabalha no varejo, a proximidade com o cliente sempre vai ser imprescindível. Mas, ao que parece, essas novas práticas podem ajudar a loja a vender melhor. 
Dicas para manter um home-office organizado 
  • Se for trabalhar de casa, tente seguir o mesmo horário que faria dentro da empresa. Assim, você estará disponível para os colegas durante a mesma faixa de horário, e saberá quando começar e terminar o turno.
  • Certifique-se de que possui tudo que precisa para funcionar. Notebook da empresa, créditos para ligação telefônica e um fone de ouvido são o indispensável. E internet, claro.
  • Se não tiver um cômodo reservado para o escritório, utilize pelo menos uma mesa e cadeira nas quais você possa manter a coluna reta e os braços retos em direção ao teclado do computador.
  • Não trabalhe de pijama! O cérebro entende melhor que é hora de produzir se você mantiver uma “roupa de trabalho”, mesmo que um pouco mais confortável que o usual. 

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